Em resumo

Botox, preenchimento e harmonização facial só podem ser aplicados por quem tem habilitação legal para o ato: médicos em qualquer região, dentistas na área orofacial e biomédicos devidamente habilitados pelos respectivos conselhos profissionais, dentro dos limites técnicos de cada norma regulamentadora. A aplicação por quem não tem essa habilitação configura exercício ilegal da profissão e reforça a responsabilização solidária do aplicador e da clínica.

A complicação mais grave é a oclusão vascular, que ocorre quando o produto injetado obstrui um vaso sanguíneo — uma emergência médica que, sem reconhecimento e tratamento imediatos, pode evoluir para necrose tecidual permanente e dano estético.

Para o dano tardio — como nódulos e migração do produto que só se manifestam meses depois — aplica-se a teoria da actio nata: o prazo prescricional só começa a correr quando o paciente tem ciência inequívoca do dano. Este guia reúne, organizados por tema, os artigos deste blog sobre o assunto.

Botox, preenchimento com ácido hialurônico e harmonização facial são procedimentos cada vez mais comuns, muitas vezes apresentados como simples e de baixo risco. Mas complicações graves acontecem, e quando acontecem, levantam uma série de dúvidas: quem pode responder, qual o prazo para agir e o que caracteriza, de fato, um erro na aplicação.

Este guia organiza, por tema, os artigos deste blog sobre complicações em botox, preenchimento e harmonização facial — de quem pode aplicar legalmente às complicações vasculares mais graves e aos prazos para buscar reparação.

Veja também o panorama completo de Direito Estético ou o guia de Erro em Cirurgia Plástica.